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Workshop de Produção Musical Audiobrazil IK Multimedia

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Quando comecei a montar meu home studio, me lembrei da adolescência, quando me iniciei no violão, aprendendo com dificuldade, pois haviam poucos métodos em português no Brasil, importados eram apenas um sonho, e uma guitarra custava caro. Aos poucos fui “envenenando” meu violão Gianinni, com um captador Sound enorme, preso com 2 grandes parafusos e porcas na boca do instrumento, e o primeiro amplificador, valvulado, um combo Gianinni Mini Mighty com um alto-falante de 10 polegadas.

Cortei a caixa do amplificador, tornando-o um cabeçote, e com a ajuda de uma carpinteiro cuidadoso e depois de estudar ligações de alto-falantes em série e paralelo, divisores de frequência, dutos de escape e outros assuntos básicos de eletrônica, liguei um gabinete com dois falantes Novik de 12 polegadas no cabeçote, que para minha surpresa desempenhou o suficiente para movimentar os falantes, e toda a vizinhança percebeu que houve um aumento de ganho do sistema.

Não contente, construí uma dupla de caixas estéreo, com falantes Selenium de graves, médios e um tweeter, e logo depois outro par um pouco menor, criando então um sistema chamado de estéreo cruzado, onde as duas caixas de trás tinham os canais esquerdo e direito invertidos com as da frente, criando assim meu primeiro sistema “quadrafônico”. Um móvel com cavidades para instalar 2 toca-discos Phelpa, com uma chave inversora entre eles, se tornou uma mesa de DJ, e o sistema começou a crescer.

Paralelo ao trabalho técnico, me esforçava para “tirar” no violão eletrificado os solos, riffs e licks dos grandes guitarristas da década de 70, Jimmy Page, Alvin Lee, Sérgio Dias, e outros, de todos os gêneros. Me inscrevi em uma escola de música e começei a estudar violão por partituras, depois de já estar dominando alguma coisa de harmonia, cifras e ritmos. O conhecimento musical acompanhava o técnico, e cada música nova era tocada com um ajuste do sistema para tentar igualar a sonoridade do original gravado.

Veio a primeira banda, formada no colégio, e com ela a primeira guitarra, emprestada. Um sonho para a época, pois era uma Begher estéreo, com 24 casas e distorção embutida! Ótima ocasião para testar meu sistema quadrafônico, já então amplificado por um amplificador Gradiente LAB-1000S, com incríveis 70 watts IHF por canal. O primeiro show foi no auditório do colégio, com a presença histórica dos meus pais, que desistiram de desestimular meus avanços na área musical.

Esta pequena história pessoal ilustra a necessidade de se aliar os conhecimentos musicais, tecnológicos e a prática, para se alcançar resultados no mundo da hoje chamada “produção musical”. Desde a década de 70 se passou quase meio século, mas os caminhos da evolução apontam na mesma direção. Um bom técnico de som, operador de estúdio de qualquer porte, precisa reunir conhecimentos que um músico instrumentista tem, e vice-versa. Uma grade curricular vem sendo elaborada para cursos de áudio pela AES – Audio Engineering Society desde 2014.

Um operador de home studio precisa conhecer matérias tecnológicas, como informática, eletrônica, acústica etc., paralelamente às matérias musicais como escalas, intervalos, harmonia etc., e colocar estes dois ingredientes para cozinhar na panela da prática. Baseado nesse conceito tenho me dedicado ao ensino de produção musical, computer music e DAWs, com o mesmo cuidado da minha experiência de décadas com alunos de violão, guitarra, teoria e prática de conjunto.

O resultado são alunos enriquecendo seus departamentos de tecnologia e de música ao mesmo tempo, vindos de diferentes estilos e épocas. Tem sido uma honra transmitir conhecimentos de sequenciador para um guitarrista do porte de Joe Moghrabi e um violonista como Luis Stelzer, MIDI wind synthesizer para o saxofonista David Richards, Logic Pro X para a DJ Sabrina Tomé, Sonar para o operador de áudio Carlos Karssa e inúmeros outros assuntos para tantos profissionais e amadores.

Baseado nisso, e nas seções “Tecnologia” que assino na revista online Violão+, onde nos últimos 6 números iniciei uma série com foco no home studio, falando sobre microfones, monitores, interfaces, aplicativos e outros temas, surgiu a ideia e a oportunidade de realizar um workshop – primeiro de uma série – para orientar os interessados em montar seu home studio com conhecimentos básicos – mas sólidos – de tecnologia e música, imediatamente aplicados na prática.

Contando com o apoio das revistas Violão+, Teclas & Afins, da escola de áudio Audiobrazil e da IK Multimedia Brasil, a ideia se concretizou e tem data marcada para 7 de dezembro de 2017. Vamos aproveitar a ocasião e sortear 5 bolsas de estudo para um curso online inédito de produção musical, e oferecer privilégios nos cursos presenciais da escola. O evento começa às 19 hs e segue até as 21:30, com conteúdo adaptável às necessidades dos presentes. São só 40 vagas, e sintam-se convidados!

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