
Saulo Wanderley começou sua trajetória no meio musical em Belo Horizonte, onde estudou violão erudito na Escola de Música Agustin Bob. Criou a banda Pandemônio, elogiado no então tablóide Rolling Stone nacional. Em 1973 mudou-se para São Paulo, desenvolvendo trabalhos de sonoplastia, trilhas e composição para Teatro e Dança com Celso Nunes (As Religiosas), Jair Alves (Maquiavélico Maquiavel), Célia Gouveia e Maurice Vaneau. O espetáculo Pulsasões sob direção dos dois últimos conquistou o prêmio APCA de Melhor Coreografia em 1976.
Convidado pelo compositor, engenheiro acústico e mestre, Conrado Silva, foi membro fundador do Núcleo Música Nova de São Paulo, e participou do seu grupo de improviso. O núcleo agitava o cenário da música de vanguarda com os Festivais Música Nova anuais, que continuam até hoje. Depois da passagem pelo curso de Jornalismo da Cásper Líbero em 1977, e de Composição e Regência na UNICAMP em 1980, onde foi aluno de Almeida Prado, Benito Juarez, Raul do Valle e Damiano Cozella, entre outros, dedicou-se ao ensino musical como professor e autor de dezenas de métodos para violão e guitarra, em formato impresso e/ou mídia de áudio digital. É ainda colaborador de diversas revistas e sites de música.
Em 1988 ganhou menção honrosa no Festival de Inverno de Campos do Jordão, onde conheceu o compositor e especialista em música experimental Wilson Sukorski, com quem atuou no grupo oTaoDoMinf, que viria a receber posteriormente o 5o. Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, em 2006. Com Wilson formou ainda a banda Grupo de Risco. Depois de criar o LAMA – Laboratório de Música Aplicada, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, onde morou de 1998 a 2003, atualmente dirige a Pauta Arte e Comunicação em São Paulo, com projetos de educação musical como o TID – Toque Igual ao Disco e o CMIJ – Centro de Música e Inclusão para Jovens. Recebeu em junho de 2009 o Troféu Clave, da OMB-SP.