
São Paulo sempre foi habitat natural dos endinheirados-burros que formam a elite social-financeira deste arremedo de paÃs chamado Terra Brasilis. Nem seria o caso de sonhar ser paÃs, já que os conceitos de nação, pátria e outros fanatismos dos canalhas, desabam diante da boa globalização cultural, que em nada lembra a má indústria cultural.
Se valendo da mão-de-obra neoescrava dos nativos de outros Estados, o paulistano abastado-abestalhado criou uma metrópole insustentável, onde, nos intervalos entre Miami e Maresias, finge que trabalha, e nas pausas entre a igreja da Sé e os puteiros de Santo André cuida da metástase das células-mater da hipocrisia: a famÃlia, a tradição e a propriedade.
Para tanto, elege periodicamente o rebotalho da classe polÃtica decadente, desde aprendizes de mafiosos turcos até homossexuais auto-envergonhados, passando por afro-descendentes arrivados como laranjas, madames com filhos mimados, ex-exilados, ex-delegados, apaniguados, pelegos, aspones, canalhas, covardes e outros meros engravatados.
Atualmente tem um governador obcecado em se tornar presidente e um prefeito obscenizado de um partido falido. Nunca se viu a cidade tão desajeitada, atrapalhada e maltratada, com projetos culturais que tornam as ruas mijadas, sem falar em transporte, saúde e segurança onde só acontecem cagadas.
Enquanto isso, nas outras metrópoles do planeta a grande revolução cultural caminha a passos largos. Como se não bastasse a derrocada do sistema representativo na gestão das comunidades, visivelmente substituÃdo pela participação efetiva da população, os polÃticos tupiniquins estão a anos-trevas do que ocorre à luz do dia.
Serra se vangloria de proibir o fumo (de tabaco) na paulicéia, mas na Itália os parques de Verona, Nápoles e Bolzano não admitem fumantes nem ao ar livre. Na Inglaterra e no Canadá a proibição não é novidade há décadas. Na Suiça nem em discotecas e bares se fuma. Só na toureada Espanha os 28% de fumantes podem fumar à mesa.
Em Amsterdã a liberdade não é para fumar ou deixar de fumar, e sim para coisas mais saudáveis que aqui se fazem às escondidas. Um casal pode manter relações sexuais nos parques, desde que em lugar adequado e fora do horário de banho de sol infantil. Por enquanto, não há proibição ao cigarro depois, nem ao drink antes.
Nos EUA até George Soros mantém 75 dos seus funcionários cuidando de estratégias pró-legalização do fumo forte – a maconha – em sete cidades norte-americanas. Pesquisa publicada no ABC-Washington Post mostra 46% favoráveis a legalizar, apenas 22% ainda são contra, porcentual em queda na comparação com anos anteriores.
Quem agita nas terras de Tio Sam é a Drug Policy Allance, que adota a mesma estratégia vitoriosa na adoção da união gay em 5 estados aprovada pelo presidente Obama. Na maioria das propaladas conservadoras cidades dos EUA os homossexuais não precisam ficar negando sua opção para vencer eleições, como na locomotiva à ré do Brasil.
Mas não é preciso atravessar o Atlântico para constatar o atraso da locomotiva tricolor. Em Curitiba a prefeitura está gastando mais de 30 milhões de reais para organizar o trânsito, instalando novos semáforos, informática em tempo real orientando os motoristas em painéis eletrônicos e proibição de estacionamento em locais estratégicos.
Em Belo Horizonte o sistema de saúde já está operando em processos digitais desde 2002, com o Projeto Saúde em Rede, com notificações de doenças online, um Programa de Atenção Domiciliar que evita internações desnecessárias e até as Academias da Cidade, que previnem doenças pelas práticas saudáveis para até 600 pessoas em cada unidade.
A quem já foi Ministro da Saúde, e se notabilizou por maracutaias com ambulâncias, e a quem já foi parceiro de condenados que sequer pensão alimentÃcia pagam aos filhos, seria bom recomendar um pouco de vergonha na cara, e pedir pra sairem da condução da locomotiva de ré que puxa o berço esplêndido a patamar abaixo de cu de cobra.