Aos poucos a inocência angelical do tucano segue pelo cano. Além das investigações sobre o mensalão das aves bicosas, nas Alterosas, levantam-se agora nos Pampas, da Caixa de Pandora as tampas, desnudando a imperatriz tucana, que botava banca de bacana. Rimas fora, a defesa de Yeda manda bola fora.
O programa era Conversas Cruzadas, e a emissora a TV COM, subsidiária Global no Rio Grande, onde habita uma daquelas excrescências do rebotalho jornalÃstico tupiniquim, o elemento que atende pelo nome de Lasier Martins, que entrevistava um representante do Judiciário decadente nacional, o ex-desembargador Marco Aurélio de Oliveira.
Agora causÃdico de porta de cadeia, o ex-togado defende Flávio Vaz Netto, acusado pela Justiça Federal de integrar o bando de Yeda, que fraudava o Detran gaúcho, dentre outras travessuras. A dado momento – como mostra o vÃdeo – Lasier diz que o maridão governamental iria processar o vereador Pedro Ruas, do PSOL.
- O meu cliente também.
- Quem é seu cliente – pergunta Lasier.
- É o Flávio Vaz Netto – responde o ex-desembargador.
Até aqui os telespectadores não sabiam que ele era advogado de defesa de Vaz Netto. A genérica de Globo TV COM o apresentara como advogado e ex-desembargador, metendo o pau na instalação de uma CPI na Assembléia para mandar Yeda pescar no GuaÃba.
Lasier comenta:
- O Flávio disse que o Carlos Crusius furtou dinheiro da campanha.
Eis que então, vindo do além, ouve-se uma voz no estúdio:
- Tá no ar, tá no ar….
Silêncio no estúdio. Pano rápido, e o terceiro bloco entra ao som de risos nervosos. O assunto do programa era a casa da governadora, surripiada das verbas de campanha.
Tucanos alta plumagem já se movimentam para tirar o bico da seringa gaúcha. FHC: “Ela tem obrigação de fazer demonstração pública de que não tem nada com o assunto. Quando entra no plano pessoal, que foi uma casa, tem que mostrar os papéis. Eu acho que não há razão para não apoiar a Yeda, a menos que apareça alguma coisa efetivamente. Aà eu não apoio mesmo.â€
